Iniciando a organização da história a partir de um curso que tô fazendo, quero compartilhar o que estou aprendendo e incluindo na história.

Na primeira aula pergunta-se o que nos leva a escrever e resolvi responder isso de duas maneiras, sobre a escrita em geral e depois com relação a história atual.

Essas perguntas são do que nesse curso eles chamam de D.E.H - Dossiê do Escritor Hibrido pois a lógica é que o curso consiga te desenvolver para ser meio jardineiro, meio arquiteto.

Quando penso em escrita de maneira geral

  • Por que quero escrever uma obra de literatura fantástica?
    R: Para compartilhar com o mundo a ideia de que viver de uma outra forma é possível e que o caminho até essa forma menos individualista e adoecedora, requer a força do coletivo, que a “salvação” não vem de uma pessoa, um messias, um Deus ou um pequeno grupo de pessoas com a responsabilidade de salvar o mundo inteiro, mas de toda uma comunidade.  

  • O que me inspira?
    R: O que eu estudo enquanto psicóloga, o processo de desenvolvimento grupal, as relações interpessoais que podem ser construídas a partir daí, o desenvolvimento humano por si só e o quanto tais relações tem força para mudar toda uma história de vida e que pode, por consequência favorecer a construção de uma sociedade menos individualista (tudo isso atualmente tendo também o aporte teórico do materialismo histórico dialético).

  • O que me move?
    R: Minha vontade de transmitir de forma informal tudo isso que aprendi estudando sobre a psicologia humana e a formação social do sujeito sem ter um viés polarizante superficial de capitalismo é ruim x socialismo é melhor mas sim de ilustrar de que maneiras podemos mudar essa realidade através da educação por exemplo. A história atual é sobre descobrir a existência de uma forma de vida mais humanitária, respeitosa e como construir um espaço que funcione sem explorar o outro, mas sim em colaboração com o outro.

Quando penso apenas em Flores de Cristal

  • Por que quero escrever esta história?
    R: Para desafiar a narrativa do "herói solitário" e mostrar que a transformação real emerge do coletivo. Nessa história, quero responder duas perguntas: 

    1. Se para mudar o mundo é preciso mudar a si mesmo primeiro, o que vem depois?

    2. Como a cura pessoal se torna ação social?

  • O que me inspira?
    R: Demonstrar como relações interdependentes podem criar sociedades menos individualistas — não através de discursos maniqueístas, mas de experiências narrativas.

  • O que me move?
    R: Conseguir transmitir através da fantasia, que um mundo colaborativo é possível, sem romantizações ingênuas. A magia em Flores de Cristal é uma metáfora do potencial humano quando em harmonia social.

Valores inerentes nessa história

  • Tabela de Aplicação (geral - não tendo relação com minha história ainda)

Tipo

Como Inserir na História

Exemplo Prático

Moral

Use diálogos ou ações para transmitir lições.

Personagem que aprende "não julgar pelas aparências".

Emocional

Baseie-se em experiências reais (suas ou observadas).

Cena de despedida inspirada em uma memória pessoal.

Pioneiro

Inove no mundo narrativo ou na estrutura da trama.

Criar um sistema de magia único para sua fantasia.

Tipo

Minha resposta

Manifestação na narrativa

Frase a ser inserida na história

Moral

A salvação de um mundo não vem de um heroi solitário, mas do tecido invisível que une uma comunidade. Dar voz a essas pessoas que estão na base da comunidade é o que de fato fará algo mudar em Caelum.

A salvação de Caelum depende de dar voz aos marginalizados (povo Caelari), não de um "escolhido". A protagonista aqui apenas planta as flores em lugares que antes não brotavam.

"Uma dessas flores sozinha reflete apenas sua própria luz; mas juntas, iluminam o caminho."

"Sozinha, você é um risco de luz, mas juntos, iluminamos o caminho inteiro."

Emocional

O grupo transforma a protagonista que por sua vez transforma o grupo para juntos elaborarem a possibilidade de uma nova forma de existência naquele lugar. Em FdC o luto da protagonista é como uma ilha deserta que a isola em sua dor, a coragem de deixar essa ilha vem de um barco construído por muitas mãos, vem da sua conexão com essa comunidade e o papel da protagonista é usar sua posição para dar protagonismo a quem nunca é considerado.

A protagonista supera seu luto (ilha deserta) ao aceitar ajuda do grupo (barco de muitas mãos) sem nem perceber, de repente a dor se transformou em ação.

“A dor pela perda dela é sentida por todos nós e também será superada por todos nós.”

"Nenhuma flor cresce no vácuo, ela precisa da terra, da água, do sol e dos outros."

Pioneiro

O sistema de magia nesse universo relaciona-se diretamente ao desenvolvimento emocional, biológico e social de quem faz a comunidade. Quanto mais o bem estar social é valorizado, maior é a capacidade de desenvolvimento individual. A chave para salvar o mundo dessa história está diluída entre aqueles que vivem ali. Isso implica em reconhecer o povo Caelari como a base daquela sociedade e valorizá-los como tal.

A magia só se mostra em sua real potencialidade em comunidades equilibradas — bem-estar social amplifica o poder. Em Caelum ela tem data de validade, mas para o povo Caelari ela já foi infinita.

“As flores de cristal não vivem sob a luz artificial do Farol de Prata.”

"A luz que não se compartilha é só uma sombra egoísta."

Pela experiencia que eu tive enquanto estava fazendo as 4 aulas gratuitas desse pessoal, conforme eu respondia aos exercicios deles a coisa toda mudava completamente, então capaz que ao longo do tempo isso aconteça aqui também, mas quero compartilhar é o progresso e processo mesmo, não apenas o resultado final.

Pela questão dos valores inerentes da história daria nota 4/5 para essa aula.

Os feedbacks de vocês serão valiosissimos 🙂

Gosto de saudações a depender do reino que estiver escrevendo, então se vivessemos em Caelum acima, seria algo como “Que a luz do farol te guie”, mas se fossemos Caelarii seria um “Confie nas flores” sou suspeita para falar, mas prefiro o Confie nas flores!

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